Wikipedia

Resultados da pesquisa


"Você não pode ensinar nada a um homem; você pode apenas ajuda-lo a encontrar a resposta dentro dele mesmo."
Galileu Galilei

17 de novembro de 2009

O MACACO E O MOLEQUE

Iaiá Romana era o apelido porque toda a gente conhecia uma velhinha que possuía uma bela roça, onde havia além de muitas outras frutas, uma bela plantação de
bananeiras.
Quando as bananeiras estavam carregadas de cachos, a velha não tinha por quem mandar tirá-las, se sorte que ficavan maduras, e eram comidas pelos passarinhos, ou apodreciam.
Um dia, apareceu-lhe na roça um macaco, que lhe disse:
– Ó tiazinha, por que é que a senhora não colhe essas bananas, que já estão maduras, e não as põe na dispensa? Se não tiver quem lhe faça esse serviço, aqui estou
eu, ao seu dispor.
Romana aceitou o oferecimento.
O macaco, porém, assim que se pilhou trepado nas bananeiras, começou a comer as maduras e jogar as verdes para a velha, que, desesperada, jurou vingar-se.
Desde esse dia, vivia constantemente a procurar um meio de apanhá-lo. Qual! O bicho era esperto, e ela ficava sempre lograda.
Mas, um dia, a velha lembrou-se de fazer uma figura de alcatrão, fingindo um moleque, e colocou-lhe um tabuleiro de bananas bem madurinhas no cabo, como, se as estivesse vendendo.
Poucas horas depois apareceu o macaco.
Supondo que era mesmo um pretinho, pediu uma banana. O moleque ficou calado.
– Moleque, dá-me uma banana, senão levas um sopapo! gritou.
O moleque permaneceu calado, e o macaco desandou-lhe a mão, ficando com ela grudada no alcatrão.
– Moleque, larga a minha mão, senão levas outro sopapo!... repetiu o macaco.
E o moleque sempre calado.
O macaco soltou outro bofetão, e ficou com a outra mão grudada.
– Moleque! moleque! larga as minhas duas mãos, senão levas um pontapé!...
berrou o mono, enfurecido.
Como é bem de ver, o moleque calado estava e calado continuava.
O macaco deu-lhe um pontapé, ficando com o pé preso.
– Moleque dos diabos, larga meu pé que te dou outro pontapé! exclamou.
E o moleque calado.
O macaco deu outro pontapé, e ficou com os pés presos.
Aí não se conteve mais, e disse:
– Moleque dos infernos, larga os meus dois pés e as minhas mãos, senão te dou uma umbigada!
E o moleque calado.
O macaco deu-lhe uma umbigada, e ficou completamente agarrado ao alcatrão.
Assim que o viu preso, Iaiá Romana apareceu, foi ao mato, cortou umas varinhas, e começou a dar-lhe com toda a força uma sova enorme, enquanto ia dizendo:
– Eu não te disse, macaco, que havias de me pagar? Toma lá agora, para não
vires caçoar comigo!
O macaco tanto se debateu, que afinal conseguiu se livrar do alcatrão, e nunca mais quis graças com a velha Romana.
Histórias da Avózinha / Alberto Figueiredo Pimentel / http://www.dominiopublico.gov.br

0 comentários:


QUEM LÊ SABE MAIS .

05 / 08 / 2010 Arqueólogos encontram complexo subterrâneo em pirâmide no México
http://www.ambientebrasil.com.br/

Um complexo subterrâneo foi localizado sob a pirâmide de Quetzalcoatl, no sítio arqueológico de Teotihuacán, conforme divulgou o Instituto Nacional de Antropologia e História mexicano (INAH).

A construção, composta por um túnel, daria acesso a uma série de galerias sob o templo dedicado a uma das principais divindades astecas, com aspectos de serpente e de pássaro.

Segundo os arqueólogos, a entrada do complexo estaria há 12 metros de profundidade e foram necessários oito meses de escavações para descobri-la.

Os especialistas acreditam que o local pode conter os restos de governantes da antiga cidade no centro do México.

A entrada do túnel teria sido fechada há 1,8 mil anos pelos habitantes e a estrutura é anterior à construção do tempo de Quetzalcoatl. O local recebia oferendas diversas como ornamentos fabricados com conchas, jade, ardósia e obsidianas.

Ao todo, o complexo teria 100 metros de profundidade. Descoberto em 2003 por Sergio Gómez e Julie Gazzola, o complexo só pode ser explorado após sete anos de planejamento e captação de recursos financeiros. A equipe que realizou o trabalho é composta por 30 profissionais.

– (Fonte: G1)

" FRASEANDO "


voltar ao topo